Conta a tradição, que madame Claude d’Orvilliers, esposa do então governador da Guiana Francesa, colocou algumas sementes de café no bolso do sargento-mor Francisco de Melo Palheta, que estava em missão oficial do governo brasileiro, inspecionando os marcos divisórios do Pará com a Guiana. Era o ano de 1727, e a Guiana estava proibida de vender café que fosse “capaz de nascer”.
O fato é que a Carta Régia de 16/02/1734 concede a Palheta, 100 casais de escravos e 50 índios, para o cultivo de “mil e tantos pés de café e três mil de cacau”. A partir daí, a cultura do café se espalha pelo Brasil.
Em 1728, se inicia a cultura do café em Belém do Pará, no ano seguinte no Maranhão, no Ceará em 1747, na Bahia e no Rio de Janeiro em 1770, espalhando-se por Minas Gerais e Espírito Santo. Atinge o vale do Paraíba, seguindo pela serra do Mar, chegando a São Paulo em 1790. Na segunda metade do século XIX, com a exaustão das terras do vale do Paraíba e o declínio da produção no local, São Paulo passa a liderar a produção de café nacional.
Em 1825 o café se expande pelo oeste paulista, sendo cultivado em Jundiaí, Tietê, Amparo, Limeira, Rio Claro, entre outros municípios, expandido-se mais tarde na direção norte e nordeste do estado. Na década de 1930, atinge as zonas araraquarense e noroeste, que se tornam líderes de produção.
Então todo o nosso café é derivado desses grãos do bolso?
Shoiti
01 Mai 2008